Ana Christina é uma artista em permanente mutação e evolução, aliás, como convém e se espera de um bom artista.

Seu trabalho evolui em fases que se mesclam e mantém sempre uma identidade, apesar da diversidade de materiais e formas.

O início, pontuado por forte influência do Nordeste do Brasil, das carrancas do Rio São Francisco ao Carnaval, se deu através de máscaras, quer de papel maché ou miniaturas em argila, mas desde então já marcado pela sua maior característica, o detalhismo da pintura, associado a formas e materiais não convencionais.

Ana Christina trabalha também como arte educadora e a procura por materiais de fácil acesso e manuseio para utilização em ensino, levou-a à pintura em ovos, mantendo, desta maneira, a forma arredondada das máscaras.

O pedido de um amigo para criar uma peça em papel maché levou-a à esculturas de bichos em papel maché.

Alguns amigos disseram que os ovos eclodiram e "nasceram" os bichos.

Fatos da vida acabaram por criar uma nova vertente deste trabalho, as Mãinhas.

De qualquer maneira, a forma arredondada e a pintura meticulosa e detalhista está presente em todos os trabalhos.

 

Ana Christina Mesquita Melo é brasileira, nascida em 16/08/1961, em João Pessoa - PB.

Frequentou o curso de Educação Artística da Universidade Federal da Paraíba, habilitação em Artes Cênicas e Artes Plásticas, de 1978 a 1992, em João Pessoa - PB.

Realizou vários outros cursos de Teatro Infantil e Arte Dramática, História da Arte, Problemas de Composição na Linguagem Visual, Desenho Artístico, Pintura, Cerâmica, Xilogravura, entre outros.

Foi professora da Faculdade de Ciências e Letras de Maceió-Al, nas áreas de Metodologia do Ensino, Fundamentos da Linguagem Visual, Formas de Expressão da Comunicação Artística e Projetos Experimentais. Foi ainda professora de Educação Artística em várias escolas e cursos, atividade que exerce ainda hoje.

O contato com a vida artística acabou por levá-la ao uso de sua habilidade manual, confeccionando máscaras para apresentação de grupos musicais e peças de teatro, balé, coordenando Oficinas, levando-a, por fim, a expor o seu trabalho.

Expôs suas Máscaras na 1ª Expo-UFPB, em 1998, na Exposição de máscaras do Departamento do Departamento de Artes e Comunicação da UFPB, em 1989 e no IV Salão de Novos Artistas Plásticos da Paraíba, em 1990.

Em abril de 1996 iniciou uma série de individuais intitulada "A Arte do pOVO", expondo a pintura em ovos.

Em novembro de 1998 iniciou a série de exposições, individuais e conjuntas, de esculturas de bichos em papel maché, em João Pessoa, São Paulo, Brasília e Milão.

Aos bichos, juntaram-se as Mãinhas, expostas em outubro de 2005.

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